Quando a paixão é sem tamanho: Chelsea na final da Champions League.
Publicado por leleizinha em Bayern de Munique, Champions League, Liga dos Campeões em 15/05/2012
Hoje eu tenho que deixar o lado “jornalista imparcial” de lado. Ainda tentei deixar o coração esfriar depois da vitória vangloriosa sobre os imortais espanhóis do futebol. Mas mesmo depois desse tempo todo, a pele ainda arrepia, a palpitação toma conta e os olhos lacrimejam de alegria.
A aventura começou em Stamford Bridge, jogo ao qual conseguimos ingressos pelo milagre da fidelidade. Começamos (a torcida) cabisbaixos, tapando um olho com a mão, temendo a goleada que qualquer previsão tinha como certa. As dores de barriga estavam em todos os torcedores, que ainda boquiabertos por termos segurado Barcelona por 45 minutos (com a ajuda do Anjo Azul, que manteve tentativas do Barça não além da trave), explodimos em alegria com o gol de Didier, impossível, improvável e ainda assim, real. As estatísticas dessa vez mentiram, e quem diria foi desmentida durante o segundo tempo também.
Contra o jogo cai-cai dos espanhóis, saímos felizes da Bridge, comemorando como se tívessemos ganhado a taça, aliás, a alegria era maior que essa, era como se tívessmos ganho a Copa do Mundo!
Seis dias depois, foi o dia de encararmos os gigantes novamente. Eu tinha aula de piano então perdi os primeiros 20 minutos de jogo que ficou em “pausa” até eu voltar da aula. Quinze minutos do jogo “recomeçado” , primeiro Gol de Iniesta afundou os corações, mas a atitude de eu sabia, não tem problema, eu sabia não nos deixou ficar triste.
Terry sendo Terry, perdeu a cabeça deu o chutão e deixou a galera na mão, e agora Marquinho?
Mas o que entristeceu mesmo foi o segundo Gol dos invencíveis, 8 minutos depois. Começou a discussão em casa que eu dava azar e iria mudar de cômodo pra parar a palhaçada. Torcedor de futebol é coisa que nem Freud explica. Até as chances de classificação se acabarem mesmo, era claro que iríamos perder de goleada, como escapar do destino jogando na cada dos deuses absolutos? Mas dois gols seguidos em 8 minutos e ou time é rídiculo ou nós que damos azar.
Mr. W me convenceu que se eu não assistisse ele não ia assistir também, e aceitamos ficar quietos vendo a queda do sonho azul, conformados. Isso tudo no intervalo de 2 minutos que levou para o excelente Ramires (quem eu costumava falar que tinha que ser vendido, mas isso é história pra outro post) marcar o golaço xuá nas redes dos espanhóis.
Tivemos mais uma dose do Anjo Azul nas traves de Chelsea fazendo hora extra, e Messi manteve sua “maldição” de nunca ter marcado contra Chelsea e mandou a bola lá pra Madrid na hora do penalti. A esperança ainda estava viva.
A irmã que está no Brasil, e que não entende lá essas coisas de futebol (assunto pra outro post também) liga querendo falar algo mas eu desligo rapidinho explicando que aqui, o jogo está atrasado.
O lindinho Torres entra em troca de Drogba, aos 80 minutos, e com o mundo nas costas, marca o gol – no último minuto, claro – que faz dois loucos num canto da Inglaterra gritar e pular 20 minutos atrasados comemorando a vitória suada, improvável, merecida e histórica. Os dois louquinhos continuariam pulando por mais uma semana, sem acreditar que testemunharam a história com seus próprios olhos, e vestindo a camisa do time que realizou tamanho fado.
Mais uma vez as estatísticas mentiram, e ninguém aqui reclamou =)
Fonte: Sky Sports
| Barcelona | Team Statistics | Chelsea |
| 2 | Gols | 2 |
| 6 | Chutes no Gol | 3 |
| 10 | Chutes a Gol | 4 |
| 7 | Chutes bloqueados | 0 |
| 10 | Escanteios | 1 |
| 8 | Faltas | 10 |
| 1 | Impedimentos | 1 |
| 2 | Cartões amarelos | 6 |
| 0 | Cartões vermelhos | 1 |
| 90.2 | Passes corretos (%) | 64.8 |
| 18 | Carrinhos | 24 |
| 88.9 | Carrinhos em que a bola foi roubada | 70.8 |
| 82.5 | Posse | 17.5 |
| 81.7 | Vantagem de espaço | 18.3 |
| 745 | Totall de passes | 145 |
| 25 | Cruzamentos | 2 |
| 134 | Bolas roubadas | 128 |
Mas emoção e relatos de fora, o que foi que deu o lugar do Chelsea na final? Obviamente uma defesa impenetrável. Uma tática de fechar todas as portas e a exatidão na hora de marcar. Não temer o adversário, manter a cabeça erguida, o foco ligado.
Di Matteo foi genial ao perceber que Barcelona não manda o chutão de fora da área como fazem aqui na terra da Rainha. Se eles não conseguissem entrar, não marcariam, e não passariam de fase. Claro que as bolas na trave, o penalti perdido ajudaram. Mas o fato de Chelsea ter tido uma temporada de altos e baixos, de ter que levantar e sacudir a poeira lhes deu a vantagem de saber como lidar com a frustração de encarar um jogo que estava perdido, e virar a mesa. O famoso “parking the bus” (estacionando o ônibus) criado por Mourinho, foi exatamente o que Chelsea precisava.
A tática cai-cai dos espanhóis não conseguiu muito resultado com os juízes excelentes escalados para os jogos. As chances de cobrança de falta driblando não aconteceram muito e Barcelona foi vítima de seu próprio modo de jogo, por não serem muito flexíveis nas táticas, Chelsea entrou em campo pra jogar feio na retrancada, mas de forma efetiva e competente.
Agora que venha Bayern Munich no sábado, e já que eles estão classificados pra Champions League do ano que vem, bem que podiam deixar os Blues ganharem pra voltarem o ano que vem né?
** Vídeos que a Sky colocou na TV no final do segundo jogo. Duvido que não dê uma arrepiada **
Corinthians sofre com falha de Júlio César pelo terceiro ano consecutivo
Publicado por Gabriela Abrunheiro em Campeonato Brasileiro, Campeonato Paulista, Corinthians, Libertadores, Série A em 25/04/2012

Julio César saindo de campo depois da derrota contra a Ponte Preta (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
Uma, duas, três vezes. Por conta das falhas diante da Ponte Preta (3×2), que levaram a desclassificação do time no Campeonato Paulista de 2012, Julio César, goleiro do Corinthians, pode perder a posição de titular. E apesar de ter crédito com o torcedor, os erros não são fatos isolados. Em 2010 e 2011 ele também atrapalhou o Timão na conquista de títulos.
Em entrevista coletiva, na tarde dessa quarta-feira, 25/04, Júlio explicou os dois lances diante do time de Campinas. O primeiro, uma cobrança de falta aos 12 minutos do primeiro tempo, foi fruto de uma decisão errada: “se vou para espalmar seria lance simples”, explicou o goleiro que tentou encaixar a bola.
Já o segundo lance, aconteceu no final do segundo tempo. Na ‘pilha do jogo’, o camisa #1 foi displicente ao bater o tiro de meta. A bola explodiu nas costas do zagueiro Leandro Castán e Rodrigo Pimpão fez 3×1 para a Macaca. “Coloquei a bola no chão e quis chutar de qualquer jeito, e de qualquer jeito não dá certo. Quis ganhar quatro segundos e fiz a coisa errada”, admite Júlio César.
O técnico Tite eximiu o goleiro da culpa, dizendo que o time inteiro não rendeu o esperado. Mas, não garante o goleiro no próximo jogo diante do Emelec, pelas oitavas de final da Libertadores. “Não tem nada decidido. Ele é um jogador, tal qual Cássio e Danilo Fernandes, que será avaliado seu momento técnico, com todos é assim”, afirmou.
Júlio respeita a decisão do técnico, mas quer dar a volta por cima e jogar contra o time equatoriano: “errei em dois gols, quando não podia, mas não acho que estou mal. Respeito a decisão que vai tomar. Deixa para ele resolver”, declarou.
As outras falhas do goleiro:
- Campeonato Brasileiro 2010 – Goiás e Corinthians – 05/12/2010 – 38ª rodada
O Corinthians empatou em 1×1 contra o time reserva do Goiás, caiu para o terceiro lugar e teve que encarar a pré-Libertadores, diante do Tolima. Depois de uma saída de bola errada do goleiro Júlio César, a bola sobrou para Felipe Amorim, que chutou de longe e abriu o placar para a equipe de Goiânia. O empate veio com Dentinho aos 28 minutos.
- Campeonato Paulista 2011 – Santos e Corinthians – 15/05/2011 – Final
Foi um jogo dramático na Vila Belmiro. O placar final foi de 2×1 para o Santos, que abriu dois gols de vantagem. O primeiro de Arouca aos 16 minutos do primeiro tempo. A falha de Júlio César aconteceu no gol do Neymar aos 38 minutos da etapa complementar. O menino de ouro da Vila entrou na área e bateu cruzado, a bola passou por entre as mãos do goleiro Júlio César e morreu no fundo da rede. Aos 41 minutos Morais diminuiu para o Corinthians, mas não impediu a festa dos santistas.
Confronto entre torcidas organizadas é consequência do descaso
Publicado por Gabriela Abrunheiro em Campeonato Paulista, Corinthians, FPF, Palmeiras, Uncategorized em 27/03/2012
No último final de semana, domingo, dia do derby Corinthians e Palmeiras, houve um confronto entre membros da Gaviões da Fiel e da Mancha Verde. Marcada pela internet, a briga aconteceu longe do estádio em que partida seria disputada e resultou na morte de dois integrantes da torcida palmeirense. Diante disso, a Federação Paulista de Futebol resolveu proibir a entrada das torcidas envolvidas nos estádios de São Paulo.
Chega a ser revoltante, pois de nada adianta tal medida. Afinal, o que se vai probir são uniformes, faixas e instrumentos que levem a identificação. Os torcedores e/ou vandalos continuarão nas arquibancas e as autoridades a fingir que trabalham. Por isso, em momentos assim, cabe aos grandes veículos de comunicação, evidenciar isso ao público, bater de frente e dizer que não está certo.
E foi isso que o LANCE! fez. Trouxe um editorial de capa, mostrando o descaso das autoridades competentes para com o esporte e seus admiradores; e resumindo o sentimento daqueles que também discordam da decisão imposta. Sendo assim, reproduzo abaixo, um trecho do editorial.
Basta querer
É lamentável dizer, mas as autoridades de segurança de São Paulo são coniventes com a barbárie em que se transformou a relação entre as organizadas dos grandes clubes do estado, e que resultou agora na batalha campal na Avenida Inajar de Souza, uma das principais vias da Zona Norte da capital. O problema da violência, todos sabem, não é novo.
Como não é nova a forma com que os governos – e junto deles, as federações esportivas e o Ministério Público – reagem aos fatos. Desta vez, como das outras, o discurso é o mesmo: banir as organizadas dos estádios, proibir Mancha e Gaviões de existirem. Atitudes absolutamente paliativas, como a decisão esdrúxula de proibir o torcedor de levar bandeiras, de vetar o consumo de bebidas alcoólicas. Em determinado momento, até as bexigas foram vetadas pela polícia.
O verdadeiro trabalho investigativo, contudo, que poderia pôr fim ao vandalismo, está longe de ser realizado. Essas guerras de facções são facilmente rastreadas. São marcadas na internet. Nas páginas 6 e 7, este LANCE! Conta os antecedentes que culminaram nos episódios de domingo. Boa parte deles conhecida por qualquer torcedor. Mas ignorados ou relevados por quem tem a responsabilidade de garantir a ordem pública e colocar na cadeia quem desafia a lei.
Custa infiltrar policiais nessas gangues? A polícia fez isso para chegar aos corinthianos que incendiaram um carro de escola rival na apuração do Carnaval deste ano. Prova cabal de que, quando se cumpre com o dever, os resultados aparecem. Sem falar no uso dos recursos tecnológicos, o rastreamento dos sites criminosos, a adoção de equipamentos de reconhecimento facial, que, em locais estratégicos das cidades, poderiam tirar definitivamente das ruas, e não só dos estádios, esses marginais.
Parabéns ao Lance! E toda a sua equipe!
Você gosta de clássico? O Jorge Henrique também!
Publicado por Gabriela Abrunheiro em Campeonato Paulista, Corinthians, Palmeiras, Uncategorized em 25/03/2012
De virada, Corinthians tira a invencibilidade do Palmeiras. E mantém o tabu: desde 1995 o time alvinegro não perde para o rival dentro do Pacaembu.

Jorge Henrique foi contratado em 2009 e é o motorzinho da equipe do Corinthians. (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
Como definiria Ronaldinho Gaúcho: jogo é jogo. Clássico é clássico. Além dos torcedores, os jogadores parecem mais motivados para partidas desse tipo. E na tarde desse domingo, foi escrito mais capítulo da história do derby paulista – que segundo a CNN é o nono maior clássico do mundo. Com dois gols em 6 minutos, algumas provocações e muita vontade o Corinthians venceu o Palmeiras por 2×1, diante de 30 mil pessoas.
Os dois times entraram em campo com bastante vontade e o jogo começou movimentado, com boas chances para ambos os lados. Entretanto, com as bolas de Marcus Assunção, o Palmeiras chegava com mais perigo. E foi com ele, num chute de fora da área, que o time palestrino abriu o placar, aos 17 minutos.
E o placar 1×0 deixou o jogo mais nervoso: algumas entradas mais fortes, bate-bocas e até mesmo briga. Num choque entre Liédson e Deola, houve um principio de confusão generalizada. Jorge Henrique e Cicinho trocaram socos e o juiz não viu. Leandro Cástan e Barcos também se estranharam. O árbitro do jogo, Marcelo Rogério, puniu, com cartão amarelo, o camisa #9 do Corinthians e encerrou a discussão.
Acontece que o time alvinegro só precisou de 6 minutos da etapa complementar para virar a partida e desestruturar o adversário. E o mais irônico é que os dois gols foram originados de cobranças de falta e as duas batidas por Jorge Henrique. A primeira aos 3 minutos, a bola bateu na mão de Márcio Araújo e sobrou para Paulinho que bateu forte. A segunda, aos 6 minutos, também na meia direita e também com falha do Márcio Araújo, que tentou cortar a bola, mas fez contra.
Jorge Henrique, alias, é aquele típico jogador que faz o clássico ter mais sabor. É marrento e provocador, dá dribles desconcertantes e faz gracinhas para a torcida. Faz o adversário perder a cabeça, mas tudo dentro da lealdade. Hoje quase provocou a expulsão do zagueiro Henrique, já na última partida do Campeonato Brasileiro foi pivô de confusão quando imitou o chute no vácuo do atacante palmeirense, Valdivia.
Depois da virada repentina, o time do Felipão não conseguiu reagir. As jogadas não saiam e o time quase não ofereceu perigo ao gol do Júlio César, a não ser pelos minutos finais em que se cavou algumas faltas perto da área. Já o Corinthians criou boas jogadas pelo lado esquerdo do campo, principalmente com as decidas de Emerson Sheik, chegando à linha de fundo e cruzando pra dentro. Entretanto, o problema com a finalização persiste e os meninos do técnico Tite não conseguiram ampliar o placar.
Num jogo em que Jorge Henrique e Marcus Assunção foram os personagens principais, o Palmeiras perdeu a invencibilidade de 21 jogos e segue há 17 anos sem ganhar do maior rival dentro do Paulo Machado de Carvalho. E o Corinthians segue mostrando segurança e grande controle emocional.
Dança das cadeiras: Os diligentes ingleses e seus técnicos
Publicado por leleizinha em Campeonato Inglês, Futebol Europeu, Futebol Inglês, Futebol Internacional em 19/03/2012
Como não comentar a notícia que surpreendeu poucos, André Villas Boas demitido do Chelsea depois da derrota contra o West Brompton e de somente doi terços da temporada no comando dos Blues?
Desde que Mourinho foi demitido do clube por não concordar com o dono Abramovitch em 2007, Chelsea teve 5 técnicos que duraram relativamente pouco tempo chefiando o grupo de estrelas montado por Roman.
Avram Grant: Set 2007 to Maio 2008
Luiz Felipe Scolari: Jul 2008 to Fev 2009
Guus Hiddink: Fev 2009 to Maio 2009
Carlo Ancelotti: Jun 2009 to Maio 2011
Andre Villas-Boas: Jun 2011 to Mar 2012

Tá rindo de quê? Fonte: Sportige
Na minha opinião, o momento que a demissão aconteceu não poderia ter sido mais errado! Deveria ter acontecido no começo da temporada, quando o time já estava mostrando sinais de problemas, ou no final da temporada, depois que AVB tivesse mostrado todas as suas cartadas
No fundo eu concordo que AVB não estava funcionando com o time. Suas constantes substituições ao final dos jogos traziam consigo o empate, ou pior ainda, a derrrota e ninguém nunca entendeu direito o que é que estava se passando pela cabeça do Português. Ele não conseguiu administrar egos, não conseguiu implementar seu plano de jogo, e perdeu o apoio dos jogadores e da torcida.
Mas o problema é justamente esse. Desde que Special One (Mourinho) foi demitido, o Chelsea tem sido um time fraco, e apesar de conseguir alguns títulos e qualificações para a Champions League, esses resultados vieram sofridos, no sufoco e suador. É um time desunido, devagar, sem concentração, sem foco e sem objetivo.
A mudança constante de técnicos, e com ela a mudança constante de táticas, mais a interferência de Abramovitch ditando quais jogadores devem ser comprados pelo time (a exemplo de Torres) deixou Chelsea perdido, sem saber muito bem onde sua força está.
Agora, entrando em pânico por estar fora da qualificação para a Champions League, Roman manda embora o homem que trouxe na esperança de ser o salvador da pátria. Como torcedora do Chelsea, espero que Mourinho tenha feito as pazes com os chefões e à casa retorne. Ele pareceu ser o único que conseguiu formar a unidade em um time de poupança gordas.
Por enquanto, Roberto Di Matteo assume o posto, e mordendo a língua tenho que confessar que sua injeção de ânimo, sua paixão pelo clube e amizade com os jogadores tem merecimento. Chelsea voltou a ganhar, a jogar como um time unido. Até Torres voltou a marcar gols!
Dizem as más línguas que quem manda no time é o trio Lampard-Terry-Drogba. E se fôr? Me parece que eles entendem como o time funciona, como dá resultados, e os fortes e fracos dos jogadores sem precisar de um chefão ditando regras, trocando posições e que mexe em time que tá ganhando.

Promete que nunca vai pegar o meu lugar se me mandarem embora? Fonte: GettyImages
Claro que outro time que sofreu uma perda menos divulgada, foi o Wolverhampton Wolves. Meu técnico favorito, o Irlandês Mick McCarthy foi enxotado do clube depois de derrotas seguidas. Diferente de Chelsea, ninguém entendeu muito bem a decisão dos dirigentes. Wolves estava perdendo, mas não por culpa do técnico, a culpa é do dinheiro que Wolves não tem pra comprar jogadores bons para se manterem no grupo de elite. McCarthy fez o que podia e mais um pouco para manter o time se agarrando à Premier League, mas o nível simplesmente não está lá.
O emprego foi recusado por dois técnicos, e um terceiro foi recusado pelo clube. O time foi entregue, assim como no caso de Chelsea, nas mãos do assistente técnico, mas os resultados foram diferentes. Sob Terry Connor, Wolves continua perdendo, os jogadores que adoravam Micky decepcionados estão mais perdidos ainda, atingiram último lugar na tabela e são quase aposta certa para o rabaixamento.

"Queremos Kean fora!" Vai ficar querendo! Fonte: Daily Mail
A dança das cadeiras continua, mas acreditem ou não, esse ano está sendo bem mais lenta que em anos anteriores, quando quem ditava quem ficava ou saía eram os torcedores, com uma meia dúzia de faixa protestando o “burro” no comando.
Exemplo disso é o Blackburn Rovers, com Steve Kean. Ainda no comando depois de semanas dos torcedores fazendo birra (até helicóptero foi alugado pra passar a faixa de protesto), e mesmo estando neste ponto da temporada 6 posições abaixo do ano passado, continua em seu posto firme e forte.
Seria mesmo caso de política ou competência?
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Uma atualização no post anterior:
Huntelaar já voltou a jogar e a golear depois da lesão contra a Inglaterra. Smalling voltou a jogar no Domingo passado.
No caso de Fabrice Muamba do Bolton, que sofreu uma parada cardíaca em campo contra o Tottenham, ele mostra sinais de melhoria, respirando e coração funcionando fora dos aparelhos e movimentando braços e pernas. Graças ao trabalho fenomenal do suporte médico em campo, com certeza!
Amistosos europeus: Resultados e Impacto pra Inglaterra
Publicado por leleizinha em Futebol Internacional em 01/03/2012
Ontem foi dia de amistosos internacionais. A Inglaterra usou a oportunidade para testar o novo técnico, Stuart Pearce, já que o Italiano Fabio Capello pediu demissão depois da decisão tomada pela FA de tirar a faixa de capitão de John Terry, seguindo a polêmica sobre racismo no futebol.
Pra quem segue outros países europeus, segue abaixo os resultados:
Alemanha 1 – 2 França
Gales 0 – 1 Costa Rica
Eslovenia 1 – 1 Escócia
Northern Ireland 0 – 3 Noruega
Irlanda 1 – 1 Rep. Checa
Itália 0 – 1 United States
Polônia 0 – 0 Portugal
Áustria 3 – 1 Finlândia
Croácia 1 – 3 Suécia
Grécia 1 – 1 Bélgica
Suíça 1 – 3 Argentina
Dinamarca 0 – 2 Rússia
Romênia 1 – 1 Uruguai
Turquia 1 – 2 Eslováquia
Hungria 1 – 1 Bulgária
Israel 2 – 3 Ucrânia
Armênia 3 – 1 Canadá
Georgia 2 – 1 Albênia
Espanha 5 – 0 Venezuela
Inglaterra 2 – 3 Holanda
Aliás de amistoso o jogo da Inglaterra não teve muita coisa. O que é sempre discutido na pauta por aqui é o quão útil são esses jogos que não contam pra nada?
Três jogadores da Inglaterra importantíssimos para seus clubes saíram machucados de campo: Gerrard, que joga no Liverpool, Sturridge, do Chelsea e Smalling do Man United.
Smalling saiu de campo de maca, ainda conversando e consciente, mas com a cabeça sangrando gravemente depois de uma cabeceada feia com o jogador da Holanda Huntelaar, que saiu andando, mas cambaleando, depois de acabar com a boca cheia de terra e grama, resultado da queda que aconteceu depois de perder a consciência. Ambos foram encaminhados para o hospital. Como não concordo com jornalismo sensalionista, me recuso a colocar a foto aqui. Eu só vi a imagem uma vez, porque passaram ao vivo durante o jogo e sem aviso, fiquei horas pensando no sofrimento do jogador com o montão de grama na boca e a dor que que ele deve ter sofrido, mas se você quiser ver, é só procurar no google, que acha.
Ainda não há notícias oficiais de como os jogadores estão ou de quanto tempo passarão fora de campo. Boatos dizem que Huntelaar quebrou o nariz, perdeu os 2 dentes da frente e sofreu uma contusão, Smalling teria levado pontos na cabeça. Avisarei por aqui assim que souber notícias oficiais, assim que (e se) as tiver.
O risco de lesões (e até mais grave como foi o caso de Huntelaar) na minha opinião não vale a pena pela inconsistência de resultados mesmo tendo os amistosos. Fazer jogadores se apresentarem muito freqüentemente só faz a qualidade do jogo cair.
Jogadores precisam de intervalos nos jogos, e pelo menos aqui na Europa, eles jogam muito mais do que seria saudável, em um ritmo muito maior do que seria saudável, e por ser um jogo muito mais físico que no Brasil, muito mais propensos a acidentes graves como o que aconteceu ontem.
Tenho que concordar com críticos e achar que esses jogos só acontecem mesmo pra arredar mais dinheiro pra uma FIFA cada vez mais gananciosa.
Frizzo não sabe o que é amar
Publicado por Gabriela Abrunheiro em Corinthians, Mercado Financeiro, Palmeiras, Série A, Torcida em 29/02/2012
O que a diretoria do Palmeiras está fazendo é uma piada de muito mau gosto com o torcedor palmeirense. O clube, que tem interesse de contratar o meia Wesley - ex jogador do time alemão Werder Bremen, que já está no Brasil- espera que os torcedores arquem com as despesas da transferência doando cerca de R$21 milhões.

Wesley já treina no CET do clube alviverde (Foto: Fernando Dantas / Gazeta Press)
O modelo apesar de novo, ja é conhecido. Em janeiro, o Corinthians tentou utiliza-lo para repatriar o volante Cristian, mas não obteve sucesso. Chamado de “financiamento das multidões”, o lance mínimo é de R$100 que pode ser dividido no cartão de crédito.
Em entrevista coletiva, Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras, e Roberto Frizzo, vice- presidente de futebol, jogaram a responsabilidade da transferência nos ombros da torcida e evidenciaram a incompetência do setor administrativo do clube com frases como: “É a hora do torcedor colaborar”; “A cota é mais barata que o ingresso. São três cafezinhos”; “Se o Wesley voltar para a Alemanha no fim de março, a torcida não vai poder dizer que não avisamos” e “Doar é amar”. (Clique aqui para ouvir)
Quer dizer que o torcedor palmeirense não colabora com o time? Comprar ingressos e ir ao estádio não é colaborar? Dar audiência ao jogo transmitido e muitas vezes assinar canais pagos para assistir o time pela televisão não é colaborar? Comprar camisas – às vezes mais de uma por ano – e produtos licenciados e/ou os produtos dos patrocinadores também não é colaborar? Em uma só palavra: lamentável.
E além de negar tudo isso, Tirone apelou para o emocional de forma consciente, sabendo que no futebol não há racionalidade. Que o torcedor é movido pela paixão e que, comumente, a única alegria possível de algumas pessoas é a de ver o time campeão – o que há muito não acontece com o torcedor palmeirense. E piora.
A situação fica insustentável ao somar-se o fato de que o Palmeiras tem o dinheiro para realizar a compra. Mas se assim o fizer, gera um rombo no cofre e aumenta a sua dívida. Sendo assim, a pergunta a ser feita é: Cadê o planejamento? Se o torcedor é cobrado financeiramente de uma maior participação, o mínimo que se espera da diretoria é responsabilidade na hora de arcar com seus deveres.
Sinto muito, Frizo. Doar não é amar. Amar é outra coisa. Que talvez tenha a ver com acompanhar o time nos bons e nos maus momentos. E não com dinheiro.
Quando a paixão diminui um pouco mais: Racismo no futebol Inglês
Publicado por leleizinha em Campeonato Inglês, Futebol Europeu, Futebol Inglês, Futebol Internacional em 29/02/2012
Não sei muito bem qual foi a repercussão do problema do racismo no futebol no Reino Unido pela imprensa do Brasil, mas não tem como ignorar o rebuliço causado por um motivo tão triste nos campos de futebol.
Terry e Anton
Tudo começou em Outubro, quando John Terry, capitão do Chelsea, supostamente xingou Anton Ferdinand do QPR com palavras de baixíssimo calão. (Diz ele que ele estava simplesmente dizendo que não tinha xingado, mas repetindo as mesmas palavras. E por isso o VT mostrou ele dizendo os xingamentos)
Pouco depois, Luis Soarez, do Liverpool, xingou Patrice Evra, do Manchester United várias vezes duranteum jogo.
No meio da bagunça entre polícia sendo envolvida e a FA (A CBF do Reino Unido) se fingindo de morta, Sepp Blatter, o poderoso chefão da FIFA, chegou chegando em Novembro e em toda a sua – não existente- sabedoria, disse pra CNN:
Não existe racismo [em campo], mas talvez exista uma palavra ou gesto que não é correto. Quem se achar ofendido, deveria dizer esse é só um jogo, e apertar as mãos.
Wehhey! Imagine se existisse racismo no futebol então?
Claro que depois do ultraje que suas palavras causaram, Sepp veio todo inocente dizendo que não foi bem isso que ele quis dizer, mas como ter qualquer esperança de que o racismo será erradicado do esporte quando o chefão nem acredita que isso existe?
No fim da história, as ações da FA, e da polícia, deixaram a desejar, e muito.
No caso de Terry, a polícia foi envolvida porque um membro do público supostamente leu os lábios de Terry na TV e ligou reclamando que ele estava sendo racista. Terry agora responde a processo por racismo e seu julgamento será depois da Euro Cup.
A FA, por sua vez, chamou as partes envolvidas para dar esclarecimento, mas dispensou Terry de qualquer punição. Meses depois, tirou a sua faixa de capitão, porque o julgamento será só depois da Copa e eles estão com medo de que ele seja culpado, mesmo tendo o absolvido de qualquer culpa, e ignorando completamente a máxima do “Inocente até que se prove o contrário”.

Luis e Evra (fonte: Daily Mail)
No caso de Luis Soarez, a polícia não se envolveu, mas a FA o suspendeu por 8 jogos.
No próximo jogo entre Chelsea e QPR a FA suspendeu o aperto de mão pré-jogo. No próximo jogo entre Liverpool and Manchester United, o aperto de mão aconteceu como programado e Luis se negou a apertar a mão de Evra, causando mais confusão ainda.
A questão aqui mais uma vez, como anda sendo de costume no mundo futebolístico, é de onde foi parar a consistência?
Questões que ficam, porque a FA não puniu Terry se até a polícia entrou na bagunça? Porque a polícia não foi acionada pela FA para Luis reponder o mesmo processo de racismo? Porque decisões tão diferentes quanto ao aperto de mão nos próximos jogos?
E mais importante ainda, como pode o esporte compactuar com atitutes tão repugnantes em pleno 2012? Qualquer atitude racista deveria sim ser investigada pela polícia e punida pela Federação com jogos e com multas. Até entrar na cabeça dura dos jogares de que plavaras e atitudes racistas não dever ser usadas. Sob nenhuma circunstância. Jamais.
Questões que nunca serão respondidas, mas que com certeza mostram o impacto da perda de esperança e paixão pelo esporte na revenda de ingressos, de kit de uniformes, e suporte de seus torcedores. Estádios vazios e design de camisas que são trocados a cada 8 jogos mostram que o torcedos inglês anda torcendo seus narizes pra tudo que a FIFA e a FA andam armando nos bastidores.
O comandante Fiel
Publicado por Gabriela Abrunheiro em Campeonato Paulista, Corinthians, Portuguesa em 23/02/2012
O Corinthians de sempre foi o que assistimos ontem, no Pacaembu. Nada de estrelismos ou shows. Nada de firulas ou folga no placar. E ainda assim, mais três pontos somados. A vitória, dessa vez, foi por 2×0 diante da Portuguesa. Deixando a impressão de que a cada novo jogo, a filosofia de trabalho do técnico Tite fica mais evidente. Mais do que consistente. Ser consciente é o que caracteriza o time do Parque São Jorge.
- Willian comemorando o gol que colocou o Timão na ponta da tabela (Foto: Edson Lopes Jr./Terra)
Apesar de todos os comentaristas manchetarem o tema em seus pós-jogos, a consistência do time alvinegro não deve ser novidade para ninguém. Uma vez que é isso o que se espera de um conjunto campeão brasileiro, com um padrão de jogo definido, com entrosamento, e que não sofreu desmanche. Os jogadores entram em campo sabendo o que fazer com a bola e o posicionamento de cada companheiro.
Outra questão marcante e importante desse time é a solidariedade e o espírito de coletivo. Prova disso foi lance do primeiro gol corintiano. Danilo, que poderia ter chutado, cruzou para Liédson, que também poderia chutar, mas deixou a bola passar para Willian abrir o marcador. Mas, é preciso ir além.
Mais do que tudo isso, o time joga de forma consciente. Sabendo dos seus defeitos e qualidades, e com o objetivo primeiro de não levar gol. Assumindo os riscos que isso impõe. Quando não está com a bola no pé, é comum ver o William, o Jorge Henrique, o Danilo e até Liédson voltando para ajudar na marcação. E quando ataca repõe a bola de forma rápida, apesar de faze-la passar pelo pé de diversos jogadores.
De certo modo pode-se dizer que o treinador corintiano inverte o clássico jargão futebolístico “quem não faz toma” para “que não toma, faz”. É esse o Corinthians do Tite, que parece ter se inspirado na Fiel torcida para comandar o time. Pois, a torcida alvinegra não cobra espetáculo, mas sim, vontade, entrega e resultado.
Mais uma vez, Corinthians
Publicado por Gabriela Abrunheiro em Campeonato Paulista, Corinthians, São Paulo, Série A em 13/02/2012
Danilo comemorando o gol da vitória Corintiana (Foto: Edson Lopes Jr./Terra )
Ontem, mais um majestoso foi somado à conta do Corinthians. O São Paulo tremeu diante do rival, que mesmo com o ataque reserva e sem nenhuma estrela no elenco, ganhou por 1×0 e conquistou a sexta vitória consecutiva no clássico contra o time do técnico Emerson Leão.
Não é de hoje que o tricolor se mostra inseguro diante do Corinthians, como escreveu Eduardo Maluf - e foi o que ficou claro no Pacaembu. Os jogadores vieram afobados a campo. Com pressa, tentando impor uma correria e fazendo muitas faltas. Mas sem conseguir jogar de fato.
Cortêz era o mais lúcido dentro de campo, junto com Denis. Já com 1×0 contra no placar, o ex-Botafogo fez bela jogada pela esquerda e conseguiu um pênalti, que Jadson perdeu. Evidenciando o desequilíbrio do time do Morumbi. Para completar, João Felipe perdeu a cabeça, deu um pontapé em Jorge Henrique e foi expulso. E o Lucas não apareceu para o jogo.
Faltou maturidade e tranquilidade para os são paulinos que tentaram pressionar no final da segunda etapa. Faltou, talvez, Rogerio Ceni ou Luis Fabiano para chamar a responsabilidade e acalmar o grupo. Mas, digo talvez, porque ano passado, mesmo com o camisa 1 em campo, o São Paulo não conseguiu a vitória – sendo os dois jogos do Brasileiro: uma derrota por 5×0 e um empate em 0×0.
O Corinthians, por sua vez, conseguiu envolver o adversário com o toque de bola e uma boa marcação. Os destaques foram: Danilo, mais uma vez apareceu bem, e além de bons passes, marcou o gol da vitória; e Jorge Henrique, o motor da equipe corintiana, que correu, sofreu falta e deu rolinho, provocando os adversários. Num estilo Vampeta e Edílson.
Indo além, se não fosse o ataque reserva, a falta de pontaria e algumas boas defesas do Denis, o placar seria mais amplo. O Timão criou boas oportunidades, mas como sempre não conseguiu transforma-las em gol, um velho problema desse Corinthians. É preciso ser mais assertivo.
Por fim, o São Paulo segue procurando um padrão de jogo, tentando se acertar com o bom elenco que possuí. Enquanto o técnico Tite, sem estrelas, sem jogar bonito, sem placares elásticos e com o elenco na mão, reescreve um bordão conhecidíssimo dos são paulinos: “Aqui é trabalho, meu filho”.




